sexta-feira, 29 de maio de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
amor a distância...nao dá!!
Viver um amor à distância, para mim, é uma situação insustentável. Eu não consigo entender como duas pessoas conseguem namorar a quilómetros de distância um do outro, vendo-se poucas vezes, tentando suprimir a saudade pelo msn. Isto é, quando realmente existe saudade, porque o que mais se vê por aí é um dos dois se cansar da situação e arranjar casos mais fáceis, onde o afecto está mais perto fisicamente.
O namoro à distância pode ser até muito bonito...teoricamente, mas na verdade, é algo bastante irreal. Para mim, o amor de verdade é feito no Quotidiano: encontrar a pessoa descabelada, com a cara inchada de sono, aguentar o mau humor, o stress, o cansaço... Amar de verdade é segurar a mão de quem se ama quando a pessoa está pendurada na sanita vomitando, é por a comida no prato porque ela detesta colocar a própria comida no prato.
O que acontece no amor à distância é paixão, pura e simplesmente...é que na paixão, vemos a pessoa envolvida numa espécie de neblina: só enxergamos as suas qualidades. Já no amor, passamos a ver as qualidades e os defeitos e, apesar de tudo, continuamos a amar a pessoa porque, na verdade, somos feitos de qualidade e defeitos.
Eu acho que a maioria desses namoros à distância não dão certo por dois motivos: primeiro que sempre um acaba conhecendo alguém. Segundo porque quando se passa a conviver com o parceiro, descobre se que não era bem aquilo que se pensava e o namoro acaba.
É por isso que eu acho que o amor, de verdade, é feito de pequenas coisas que só o dia-a-dia pode nos dar...
O namoro à distância pode ser até muito bonito...teoricamente, mas na verdade, é algo bastante irreal. Para mim, o amor de verdade é feito no Quotidiano: encontrar a pessoa descabelada, com a cara inchada de sono, aguentar o mau humor, o stress, o cansaço... Amar de verdade é segurar a mão de quem se ama quando a pessoa está pendurada na sanita vomitando, é por a comida no prato porque ela detesta colocar a própria comida no prato.
O que acontece no amor à distância é paixão, pura e simplesmente...é que na paixão, vemos a pessoa envolvida numa espécie de neblina: só enxergamos as suas qualidades. Já no amor, passamos a ver as qualidades e os defeitos e, apesar de tudo, continuamos a amar a pessoa porque, na verdade, somos feitos de qualidade e defeitos.
Eu acho que a maioria desses namoros à distância não dão certo por dois motivos: primeiro que sempre um acaba conhecendo alguém. Segundo porque quando se passa a conviver com o parceiro, descobre se que não era bem aquilo que se pensava e o namoro acaba.
É por isso que eu acho que o amor, de verdade, é feito de pequenas coisas que só o dia-a-dia pode nos dar...
quarta-feira, 27 de maio de 2009
E ninguém, até então, tinha nada a ver com isso
"Sabe o Homem que encontraram no gelo? Encontraram no gelo da Prússia? Enrolado? Os arqueólogos encontraram no gelo gelado da Prússia? Perto das colinas calcáreas da Prússia? O Homem feito um feto gelado, com sua vara de pesca? Sabe o Homem que encontraram? Com seu machado de pedra? O Homem que tinha cabeleira intacta? A arcada dentária? O Homem meio macaco? Funerário? Fossilizado na encosta que o engoliu? No tempo perdido? Você viu? Tetravô dos mamíferos do Brasil? O Homem vestígio? O Homem engolido pela terra primitiva? Da Era Quaternária, não sei? Secundária? Que caçava avestruz sem plumas? Caçava o cervo turfeiras? Javali e mastedonte? Ia aos mares fisgar celacanto? Rinoceronte? Sabe deste Homem? Irmão do Homem de Piltdown? Primo do Homem de Neandertal? Do velho Cro-Magnon? Do Homem de Mauer? Dos Incas, até? Dos Filhos do Sol? Das tribos da Guiné? O Homem de 100 mil anos antes de nossa era? Ou mais? Um milhão de eras? Homem com mandíbula de chimpanzé? Parecido o mais terrível dos répteis carnívoros do Cretáceo? Um mistério maior que este mistério? Navegador de jacaré? Não sabe? Homem desenterrado por acaso? Pelos viajantes, por acaso? Pela Paleontologia, não sabe? Visto nas costelas frias da Prússia, repito? Prússia renana, vá saber lá o que é isso? O Homem ressuscitado, você viu na TV? De ossos miúdos? Esmiuçados? Abertos para estudo? À visitação nos museus americanos? Como uma múmia sem roupa? Quase? Flagrada como se estivesse dormindo nas profundezas do mundo oceânico? O Homem embrionário? Das origens cavernosas da Humanidade? Sabe este Homem, não sabe? Pintado nas cavernas da Dordonha? Mesolítico? Nômade? Perdido? Este Homem dava o cu para outros homens. E ninguém, até então, tinha nada a ver com isso."
Marcelino Freire
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